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Avanços na ciência e tecnologia diminuíram os custos do pré-sal brasileiro e aumentaram a competitividade, afirma especialista

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Foi em meados do ano 2000 que os brasileiros ouviram pela primeira vez sobre o valor do pré-sal. Na época, estudos apontavam a existência de petróleo em uma camada de aproximadamente 149 metros quadrados, localizada no litoral entre os estados de Santa Catarina e Espírito Santo. Hoje, estima-se que a área seja uma das maiores reservas petrolíferas do mundo, com uma produção média diária de 1,35 milhão de barris por dia.

A possibilidade de lucro atraiu investidores de nove países, além do Brasil, no último leilão promovido no dia 27. Dos oito blocos ofertados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), seis foram negociadas, gerando uma arrecadação de R$ 6,15 bilhões. Até 2019, mais quatro rodadas de negócios do pré-sal brasileiro serão realizadas.

Segundo o professor de Economia da Energia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e ex-diretor da ANP, Helder Queiroz, as mudanças ocorridas na ciência e na tecnologia impulsionaram a atratividade da exploração. “Na primeira área licitada, lá no ano 2000, ainda havia diferença de visões entre geólogos sobre a possibilidade de ter ou não óleo abaixo da camada de sal. Também tinha uma questão muito objetiva que eram os custos elevadíssimos de se fazer uma perfuração tão profunda como a do pré-sal”, lembra.

De 2007, quando a Petrobras declarou que havia petróleo na camada, até agora, muita coisa mudou a começar pelo tempo que era gasto na perfuração dos poços, em uma profundidade média de sete quilômetros mar adentro. “O primeiro poço do pré-sal durou mais de 400 dias para ser completado. Se você paga o aluguel da sonda por dia, os custos eram muito elevados. Hoje, os poços de pré-sal ficam prontos em cento e poucos dias”, explica.

Helder ressalta ainda a superioridade do pré-sal sobre a camada do pós-sal, já explorada no país. “A produtividade esperada no pré-sal tem sido muito maior do que aquela que estava sendo imaginada antes. Hoje, a produção já é superior à de todo o pós-sal. O que denota que os desafios tecnológicos de acesso foram vencidos com bastante êxito, o que tornou o pré-sal mais competitivo, mais atraente e com expectativas de descobertas de novos volumes”.

Riscos

Mas nem tudo são flores. De acordo com o professor, a atividade das indústrias de petróleo tem um risco elevado. Após todo o processo exploratório, pode ser que não sejam encontrados óleo e gás no poço perfurado. “O fato de o preço ser tão alto é que as empresas correm riscos, para se ter uma ideia, no mundo a fora, de cada 100 poços perfurados 85 não têm nada. Uma taxa de sucesso de 15%. No entanto, o pré-sal tem puxado essa média para cima uma vez que a taxa de se encontrar hidrocarbonetos é bem mais alta do que essa média”, pontua.

Novas expectativas

Segundo a ANP, em setembro deste ano a produção do pré-sal totalizou 1,677 milhão de barris de óleo por dia, um aumento de 6,6% em relação ao mês anterior. A produção, oriunda de 82 poços, foi de 1, 351 milhão de barris de petróleo por dia e 52 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia e correspondeu a 49,8% do total produzido no país.

O deputado federal Julio Lopes (PP/RJ) acredita que o resultado dos leilões e as mudanças na legislação farão com que o Brasil retome a posição de destaque no setor. “No próximo leilão, se a gente continuar avançando, vamos, novamente, colocar o Brasil no patamar que nunca deveria ter saído: de grande exportador de petróleo, grande explorador de petróleo”, finaliza.

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Fonte: www.segs.com.br  

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