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Mesmo com poços artesianos, parte da população de São Mateus continua recebendo água salgada

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Catorze poços estão funcionando na cidade, abastecendo 70% da população. Empresa de abastecimento prometeu mais perfurações.

epois de quase dois anos recebendo apenas água salgada nas torneiras, 70% moradores de São Mateus, no Norte do Espírito Santo, começaram a desfrutar da água doce e potável vindo de 14 poços artesianos. Alguns bairros ainda estão com o problema, mas a empresa de abastecimento prometeu resolvê-lo em breve.
A situação na cidade acontece porque a água do mar contamina a água do rio que abastece a cidade. Segundo os moradores, isso existe há vários anos, mas nos últimos se intensificou. A população era abastecida por água potável de carros-pipa e se virava como podia, armazenando também de outras formas.
A residência da dona de casa Adriana Ortolani, no bairro Aviação, já foi contemplada. Agora é possível até pegar água da torneira para beber. "Até pra tomar banho, a gente tinha que carregar água do carro-pipa. Agora isso acabou", disse.
No bairro Pedra D'água, a cozinheira Lieci Ribeiro também já pode fazer as atividades domésticas com água potável. "Foi um período bem complicado. Tinha que comprar água mineral pra tudo, pra cozinhar, pra dar para os cachorros. Menos para o banho, que ninguém dava conta. O caminhão-pipa não chegava aqui em casa", contou.
A Prefeitura de São Mateus perfurou 15 poços artesianos, sendo que 14 começaram a funcionar e um foi descartado por contaminação. Segundo o diretor da empresa de abastecimento da cidade, René Michel, quase todos os bairros periféricos já estão sendo abastecidos com água dos poços.
"Nós estamos atendendo aproximadamente 70% dos moradores. Ainda vamos fazer alguns ajustes e vamos atingir 75% da população", disse.
Só que em alguns bairros, onde a promessa era receber água doce por causa dos poços, continuam recebendo água salgada. "Santo Antônio é uma situação onde a gente vai colocar um registro e aí a área que não está sendo atendida será atendida e com água doce", disse René Michel.

O bairro Boa Vista, por exemplo, é um dos que ainda não foram beneficiados com poços, então ele continua sendo abastecido por caminhões-pipa. Nestes bairros, a rotina dos moradores ainda é comprar água mineral, buscar em outras localidades e armazenar o máximo em caixas, galões e baldes. "Minha água vem da roça, dá 31 km daqui até lá", falou a agricultora Maria Alice Feitosa.
Segundo a empresa de abastecimento da cidade, o SAAE, mais poços serão abertos para atender a população que ainda está com o problema da água salgada.

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Fonte: www.g1.globo.com  

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